O VIAJANTE E SUA MALA VAZIA


EU AINDA ME SINTO TÃO CRU, JULIA

Semanas a mais, onze dias e nem tanto... compreenda a razão do meu sorriso... contemple a visão do desespero... caiu aqui, diante de mim... mais um de seus atos falidos... carregados de falsas intenções... a cortina se abre... a peça começou... e quando soa o alarme, o fogo já nos dominou... concretize a cena... o parque caindo... as chamas corroendo sua camisa nova... quem diria meu amigo... eu que nunca quis vê-lo cair... a culpa é sua... se é que há culpa...


Esqueça a quanto tempo estamos aqui sem saber o que dizer
Os olhares se encontram e sempre sabem me compreender
Olhem só o que eu comprei na feirinha daquela esquina
A máquina dos sonhos que contra mim sempre maquina

“ Palavras não são o bastante para entender
O que meus olhos dizem para os seus
Olha o que eu te trouxe, creia para ver
Isso que simboliza todos os sentimentos meus”


A bandeja reflete a cor que antes tinha em seus olhos
A salada faz com que me lembre de seus antigos sonhos
Não morra se ainda houver tempo para se esconder
Atrás das muralhas que um dia eu fiz para me proteger

(...)


Mais um dia são, pulsos não cortados, uma outra forma de compreensão... obrigado pela noite... ou parte dela, já que a outra eu perdi dormindo, hoje o meu estomago dói... muitos pedaços entre bolos de maçã e cenoura... café, com leite, para não aumentar a fragilidade...

“O espaço do baixo e vil

Que gesto admirável,
digno de aplausos
perdoe a franqueza,
eu nunca vi alguém tão fraco
Seja bem-vindo ao clube
onde nada é intolerável
perdoe a franqueza
eu nunca vi alguém tão fraco

Entre você e ela há um precipício
amor próprio, agora, seria suicídio
eu sirvo como exemplo e só pra isso eu sirvo
nós ainda vamos rir de tudo isso

Fomos todos usados desde o início
agora honre as calças, arrote princípios
veja o meu exemplo, nem pra isso eu sirvo
nós ainda vamos rir de tudo isso”

(...)
As vezes não entendo como uma pessoa pode ser tão idiota a ponto de fazer tudo novamente... e eu me odeio por isso...


Escrito por THIAGO AUGUSTO às 21h07
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QUAL A RAZÃO MAIS ÓBVIA?

 

Hoje Gram pela primeira vez!!!

(...)
musica I

Como trocar as notas dessa revolução?

Como agarrar os sonhos com nossas mãos?

 

Em mais um dia foi desfeito, mais um dia não perfeito

Eu olho e não a vejo entrar, por que o caminho é tão estreito?

 

Se eu tivesse forças pra dizer, tivesse palavras pra convencer

Sobre a vantagem de me ferir, matar-me em algo que possa rir

 

A dor de agora me lembra a morte em outra hora

Se feliz estamos é hora de ir embora

 

Os feridos voltam da guerra trazendo medalhas

Enquanto me apoio em derrotas e migalhas

 

O pouco que sobrou eu deixei escapar, sem saber

Mais uma vez morria aos poucos, ao me convencer

(...)

 

Musica II (sobre o sentimento e seu momento)

O meu espaço perde o tempo em seu limitado momento

O sol bate e reflete a lua em mais um de meus desalentos

Conheça a fonte que migra dos montes onde eu quis estar

Siga o compasso, mostre o passo, um ritmo feito para dançar

 

Mais um copo de água e a esperança que possa me maltratar

Valores distintos, extintos, já não sei se posso me encontrar

(...)

 

A cada dia mais sigo meus passos... andar em círculos as vezes me incomoda... o que fazer? A porta está ali... não sei se devo entrar e partilhar mais uma xícara de café... não sei se devo me conduzir ou ir até... até onde não haja sentimentos... mas o que eu seria  sem eles? Eles me trouxeram até aqui... eles cortaram os meus braços, eles me impediram de lhe dizer... eles censuram meus atos por quanto acham que convém... mas quando estou cansado são eles que me mantém, queria eu não ter inspiração... queria eu só dizer que foi um dia bom, mas não sei como lhe dizer... e você* não parece nunca entender... o que faço aqui agora? Só estou tentando me convencer... e quantos passos eu dou lá fora? Eu preciso chegar até você*... bom, se achar que entendeu, é só me dizer... a essas alturas qualquer um já sabe que é você*



Escrito por THIAGO AUGUSTO às 02h46
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OUTRA VEZ... DEIXEI DESAPARECER...


Mais uma vez disse ao vento o que deveria lhe dizer... palavras escritas onde sei que nunca vai ler... mais um ato de dispersão... acredite, não foi em vão... as horas passavam rápidas demais... promessas desfeitas por ser incapaz... incapaz de ser ou dizer... tão longe de me fazer entender... as vezes penso que prezo por dias que nunca haverão... é só mais um sonho, mais uma ambição... de ter a perfeição ao meu lado, desculpe se sou tão tapado... as luzes ofuscam minha visão... o fogo aquece mais uma ilusão... o que dizer de você* para meus filhos... e as horas passavam rápidas demais... quantos minutos faltam? Agora tanto faz... subindo foi rumo ao longe... e eu aqui sem saber o que fazer, minto, sem ter coragem de fazer... agora parece que seria tão mais fácil dizer, mas na hora baixar a cabeça parecia ser o melhor a se fazer... desculpe se sou tão inútil...
As vezes penso que ouço você* a me confortar... as vezes a ouço dizer que está tudo bem, ao mesmo tempo dizer que não vem... é tudo tão confuso agora... é tudo tão mais fácil aqui... tão longe... sem noção da hora...
(...)
“Venha comigo
Não tenha medo
Tem muita gente
Que pensa o mesmo
E estou longe longe
Estou em outra estação.

Estou longe longe
Estou em outra estação. “


Escrito por THIAGO AUGUSTO às 17h13
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O MAL CHEIRA A FLORES (MAIS UMA VIAGEM AO CENTRO DA TERRA)

Estive distante o bastante para ver quando se aproximou
Por trás das cortinas, um aperto de mão e um beijo me deixou
Perdi a noção do tempo e de tudo o que estava em volta
Eu quis tanto dizer...e eu quis tanto saber o que nos revolta

As vezes me questiono se não quero mesmo saber de onde vem
Sinto que sempre tento comprar as coisas que você nunca tem

Perdemos a noção da distância entre as nossas mãos, meu amor
Esquecemos a letra de mais essa canção sobre toda a nossa dor

Partirei amanhã antes mesmo que pense em me dizer que não vai...

Levar-lhe-ei duas rosas onde os espinhos vermelhos não hajam mais, banharei os seus pulsos com o sangue tirado dos meus... levarei o café e mais duas torradas até sua cama... direi as verdades que nunca quis acreditar... eu quis morrer aqui... eu quis dizer que sim... eu detestaria estragar tudo uma outra vez... eu me perdi enfim, sem ao menos saber se em mim restara algo mais de onde passamos... onde está a revolução? Onde está a sua mão? O que diz de ser você agora? O que diz de não irmos embora... ficarmos para contar as estrelas... mais um abraço, mais um aperto de mão... mais um ao acaso... estendido em compreensão... mais um abraço... mais um beijo e seu sorriso... não foi em vão...

Mais um dia, quem diria, perdeu a vida? Eu já me esquecia... em lutas estive e nunca vencia... a vela acesa sentencia... medo do escuro? Quem diria... versos em um papel de pão... versos que não foram escritos por minhas mãos... sentencie assim a escuridão... diga-me! Não foi em vão...

Esqueça os passos, sinta a minha dor... siga o compasso, é só mais um clamor... pela vitória, por mais uma historia... exatos momentos e a falta de memória... onde estou? Onde estou agora... para onde vai me levar? Por que veio me buscar? Eu quero estar quando você chegar... eu quero busca-la quando o trem se aproximar... condene-me por não viver... mais um derrotado a me dizer... destrua-me se lhe trouxer prazer... mas deixe que eu possa ver o dia amanhecer... pelo menos mais essa vez...

(...)
(mais uma letra... sobre o dia de hoje... posto depois... mas não foi dos melhores... por isso não postei... e sim... EU COMI O PAVÊ... e estava bom... até repeti)
Ouvindo PIXIES

Escrito por THIAGO AUGUSTO às 00h50
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SE SIGO A PÉ ATÉ O CENTRO, É POR QUE TENHO A SUA COMPANHIA

Perca a medida do tempo... palavras e frases, nada sem muito sentido... sentados ali... perto do nada... perto de tudo que no passar do tempo, que este eu não vi, parecia tão distante, por momentos parecia tão intocável, por agora tão perto... soa tão irreal.... a ordem cronológica não existe mais, infância e futuro... tão próximos que nem sei mais qual a distancia até minha casa...
(...)
Sobre o que você quer saber? Sobre os dias de revolução? Sobre quantos cortes fiz em minha mão? Não compreende o que se passa? Não compreende que é por você*(volto a crer que não)? Vende seus olhos e entre agora! Seguro a sua mão, é hora de irmos embora... não agora! Por que agora?
(...)
A lógica proclama a vitória através das mentes vazias

Triste fim quando me bateu a porta, pedindo pra ficar
Tudo parecia tão mágico e perfeito até você chegar

Perdeu os sentidos diante das flores e suas pétalas sem cor
Usando suas falsas crenças tentando assim amenizar a dor

Finja ser mais um de nós, desatando as enferrujadas correntes
(...)
O que tenho a dizer? Sim, foi um progresso... estamos diante do espelho agora... onde posso olhar nos meus olhos e sentir que ainda estou... perdi... não, não perdi... perdi sim... eu não comi o pavê... e o que mais dizer? Dizer que todos vão dizer? Sim... e por que não? Esperava mais? Não! Foi perfeito... é o que tenho a dizer... talvez por agora...
(...)
Sim, eu espero que as correntes mantenham presos os meus pés, que o peso de suas ancoras me levem ao fundo do mar... onde eu possa naufragar e sentir tudo de novo... tudo outra vez... sim eu quero a dor! Por que sei que o melhor vem antes dela... e sei que o que vem depois sempre é a dor... o que ela quer? Eu nunca consigo entender... da onde surgiu? Prefiro nem saber... prefiro continuar aqui... não posso voltar agora... não agora que estava tão próximo da saída... contemplem meu sorriso... finja ser um de nós... proteja-se da chuva... todos somos feitos de açúcar...
(...)
Contemplem... é o fim... contemplem... um novo inicio por trás das flores... as arvores abrem caminho para nos ver passar... todos juntos, um motivo pra gargalhar...
(...)
“(...)
Amigo sempre juntos nós vamos estar
(...)
Diante dos mais belos sonhos eu vi você!”


Escrito por THIAGO AUGUSTO às 01h21
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DO INSTANTE AO NADA

O que me conta de novo? Mas o que sabe sobre o novo? Sei que não sabe se interessa ou não ser feliz, e por onde as nuvens passam, por onde os pássaros voam... não há mais céu para mim, sabe o que isso significa? Não! Eu creio que não! E os passos intensificam-se, a velocidade aumenta e logo percebo que o caminho é em círculos... que inútil, não adianta fugir, estou preso mais uma vez, com as mãos atadas mais uma vez... só me resta torcer para não ser... mas e o que seria se fosse? As vezes me pego pensando... e se o pior acontecesse? Não faz sentido, não faz mais sentido continuar se a cada vez que aprendo novos caminhos eles têm a mesma saída... mais uma vez cruzo os braços, mais uma vez me jogo no chão... triste fim, triste ilusão, mais uma vez... ilusão... um abraço seu, uma palavra sua e os olhos meus fitam a boca sua... perco-me mais uma vez... a atenção se desprende e não lembro de alguma palavra mais, como evitar tal situação? Como evitar tal maldição? O que nos mata não é saber da morte, o que nos mata é saber que há vida... contemplem, contemplem... malditos fiéis, os passos que seguem os levam ao abismo, não vêem? É só mais um vôo para quem não tem asas, não as espere nascer... caminhe, o chão é mais seguro, onde se pode tocar não pode haver ilusões! Será? Onde nem ficar parado é seguro... caminhar já é insanidade, concorda? Os passos secam a felicidade em vão, os caminhos se cruzam e as mãos se dão, mas eles sempre continuam por lados diferentes, para que lado seguir? Eu sigo do seu lado? Eu sigo os meus passos? E as duvidas me consomem... continuar, parar ou mudar? O que faz mais sentido? Dizer ou esconder? Como ultrapassar o espaço que há entre a compreensão sem esbarrar- nas suas mãos... tudo tão simples, tudo em vão...
(...)
Contemple meu sorriso, novamente aqui, novamente perante os quadros, novamente diante do acidente, mais uma vez desencontros... mais uma vez ao normal, mais uma vez diversão... tudo tão lindo e o menino passa mal... a água lhe dá forças e tudo volta ao normal... amigos de novo, problemas antigos com novos nomes, apenas amigos, vale a pena desistirmos? A TV nos une, o filme nos faz sonhar, o dia amanhece e o desenho insiste em continuar, o susto acontece e começamos a limpar, o dia escurece e ninguém a chegar... passa o tempo, o sono vem, horas de descanso, agora é o que mais convém, alguns minutos perdidos pra saber que você não vem... amanhã vou vê-la? Talvez convenha não ver... e dizer o que eu sinto? Talvez seja melhor não saber, não quero que desvie o seu olhar, talvez seja melhor não dizer, talvez seja melhor guardar...


Escrito por THIAGO AUGUSTO às 00h52
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É, QUE COISA HEIN!!!

Sobre a falsa revolução (a tão aguardada morte de Julião)

Eu sei que sou igual, eu sei que sou só você
Disfarçado assim em mim, tentando esconder

O que o espelho não reflete mais na luz do dia
Desentendendo as palavras que o livro não dizia

Por vez eu fingi caminhar sobre as pedras amarelas
Dizendo ser mais forte que as suas frágeis sentinelas

Perdendo-se em conceitos e em um falso moralismo
Mais atos desfeitos, mais um sinal do seu altruísmo

Eu que sempre disse não ser capaz da sua revolução
Disse ser menor, e então por isso, beijei a sua mão

E os meus reis morreram tentando defender a sua vida
A cada vez que nos anunciava essa sua maldita vinda

Eu dizia não entender sobre as suas teorias complicadas
Eu quis me entreter, sorrindo como nas fotos ampliadas

Dizendo ser mais de você, mas quem poderia entender?
Falsos dizeres, e os discursos que tenta, de mim, esconder

E o sangue lava a roupa, onde a vitória é coisa pouca
As lágrimas secam a dor, estancam as feridas à rigor

Sentenciam assim o nosso fim, travando batalhas
Aprecie então um pouco de mim, juntando migalhas

Do que restou do seu almoço, que hoje, em mais uma vez...
Quando me dirigir ao seu encontro, digo não ser um de vocês

Julião morreu e eu não sei o por quê
Meu corpo caiu por quanto eu quis merecer
A derrota que enfim sai das suas veias
De sentir o medo... sentir que tanto me anseia

Então deixei mais umas três pastilhas aqui
Para curar esse hábito, para curar esse SEU hábito
De cuspir todo esse seu maldito lixo sobre mim
Mais um modo de ser tão cálido quanto gélido

(...)
Mais um tempo sem dizer sobre a revolução, sobre a duvida e a confusão, o que me atormenta me faz sentir são, quem diria meu bem... quem diria... outros planos, outra direção, sigo agora sem um mapa em minha mão, faça-me sonhar, conte-me o pesadelo... sei que as vezes parece que não confia mais em mim, confia? Eu sei sobre o seu fim, sabia? Eu não quero saber da revolução... não quero que só estenda a sua mão... será que não vê o espaço que há? Não seria tão mais fácil que deixasse que eu ajudasse a puxá-lo? E assim estamos distantes... perdemos o controle, perdemos tudo mais em queda livre... quem foi que disse? Quem foi que disse? As estrelas que um dia acreditamos agora parecem ser de papel, com estampas que nem sempre sabemos o que significa, mas que sentimos que foi feito precisamente pra nós... sem que houvesse uma pessoa sequer entre esse caminho... foi tudo perdido e o vão do tempo agora caminha em nosso tempo, sem que haja tempo para o tempo nos dar um tempo... sem que haja espaço para nos locomover em direção ao mar, mesmo que não saibamos nadar... é tão importante assim o que há entre nós, é tão? Tiro minhas dúvidas em mais um cálice de vinho, como se isso fosse me fazer bem... sei que não faz, sei que não faço... mas as vezes vejo como única saída, e mesmo assim continuo aqui nesta sala fechada, esperando por uma gota de compreensão, um momento e uma conclusão, e o silencio que precede o fim tomou-nos a boca... tirando-nos as palavras... é mais um relacionamento, mais uma amizade desfeita... sei que estará aí quando precisar... e do mesmo jeito, sabe que estarei aqui... mas isso já não basta... as vezes o tempo nos consome ousando a dizer que não há mais cumplicidade, crescemos e isso já não basta para nos alimentar, buscamos novas saídas, e esquecemos das tão velhas e seguras primeiras saídas... lamento por dizer isso, mas eu não quero a revolução... eu só quero poder um dia dizer que vai ficar tudo bem... dizer que nem o vento que se transforma em tempestade será capaz de destruir nossa embarcação... talvez não entenda, talvez nunca entenda... mas é sobre isso a canção... e a revolução... a revolução não está dentro de mim, não me peça pra sorrir diante das suas palavras se isso eu não quero mais, admiro seus passos... prezo por sua companhia... mas isso se ainda preza pela minha... e não se ela se tornou mais uma das suas companhias... saiba que não saberá mais o que se passa por aqui, se não entende não sou eu quem vai fazer você sorrir... é triste saber, triste entender... mas alguém tinha que dizer... eu amo você, tente isso entender... Julião morreu... Julião se foi, deixando as marcas daquilo que não foi... triste essa existência, sem valor, sem a essência, parte então em direção ao lago, parte então de encontro ao fim, há mais fins nessa história, mas que nada justifique esse meio... quanto a saber... eu não quero saber... aqui proclamo que eu não quero mais saber... não quero mais ser, não quero existir... lamento... lamento ter que fugir assim... em direção ao triste fim... onde as palavras ecoam como chamados que ninguém pode atender... podem ao menos entender...


Escrito por THIAGO AUGUSTO às 20h14
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SOBRE O DIA QUE NÃO CONSEGUI CONCLUIR


"Vem você


Vem você, vem vestindo dó
Dissolver o que já é só
Vem que o resto é seu

Vem suprir e então saciar
Vem, faz rir esse triste olhar
Vem que o fim é meu

Se esse dom é por você
Me prezo por não ter um bom

Tão infeliz, quer se enganar
Você nunca será quem diz

Satisfeita enfim, perdi o não

Sem você não tem direção
Vou manter e assim funcionar
Vem que o resto é seu
Vem que o fim é meu"
(GRAM)



(...)
Sim, parece-me mais um começo, sim acho que por instantes eu me enganei, enganei-me pelo que achei que parecia ser... mas quando disso eu sabia que nada seria... estive lá e por momentos a dor física amenizou a minha dor... por momentos pensei se valeria a pena a dor... quantos momentos não sabia o que dizer... quantos momentos, quantos lamentos... eu cantei pra você a música que eu fiz... eu estava lá ontem... eu estava no aeroporto... eu deixei que atirassem sobre mim os punhos, eu atirei meus punhos ao alto... eu gritei... eu gritei o mais alto que pude... eu queria que você* me ouvisse... eu sei que “é só o inferno e mais nada”, mas mesmo assim estive lá... eu contei os minutos... enquanto estive lá na frente eu vi vocês lá... batendo palmas, dançando... sorrindo... rindo do garoto “fooom”, enquanto estive do lado de vocês, eu destruí princípios, eu não fiz o que disse fazer, eu fiz o que disse não querer fazer... eu queria voltar lá... eu queria continuar com o sol... eu queria dançar mais um pouco... pelo menos agora acho que estou de volta... e trago boas novas... quinta-feira vai ser o dia... ainda não sei por que, mas vi na revista que vai ser... eu queimo as minhas mãos a cada vez que toco em você*, palavras somem... elas sempre somem... (bom, perdi o fio da meada... então ficarei por aqui)
(...)
Um trecho

Eu cortei meus braços, eu vi o sangue cair
Eu contei meus passos, corri até desistir

Sorri diante da sua simples compreensão
Sorri bem antes de tocar ao longe a sua mão

Seus olhos pregam o que eu sempre quis acreditar

E distante dos campos eu vi o seu sorriso
E eu fingi não ver... mais uma vez eu quis não ter
E eu disse sobre vulcões, reis e seus castelos
Meus olhos sóbrios tentam seu olhar esquecer

Eu perdi nota pelo meu mau comportamento
Perdi a minha direção por mais esse momento

Eu quis cair das montanhas que subi para vê-la passar
Mesmo sem saber nadar eu tentei então mergulhar
O café mantém-me acordado até você partir sem mim
E eu penso e digo que então eu sou bem mais feliz




Escrito por THIAGO AUGUSTO às 21h14
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EU CHEGO AMANHÃ

eu disse sobre entender e aceitar a sua mão
eu disse sobre você se perder em contradição

continue os passos que eu não pude dar além
do cercado que eu fiz somente para me reservar
sem saber realmente sobre o mal ou o seu bem
e eu quis guardar-me das lágrimas que quis tirar

será essa a última vez que eu vou me arrepender
e então será a última vez que eu olho para você

eu quis ver você voar, só para vê-la cair
eu quis me controlar ao me ver mais uma vez sorrir

e o medo de que me arranque o nada que sobrou
deixando para trás... por tudo aquilo que nunca exitou

não sei sobre você, não sei se quero conhecer
medos, anseios, aflições ou algo que queira dizer

(...)
Expectativas? Nem tanto! Vai ser bom? Espero... domingo... trabalho... segunda... volta tudo ao seu normal... as vezes pensando em nada, as vezes pensando muito... no nada e no bem que el me faz... não sei se consigo explicar, não sei se já pode me entender... se eu quero ser mal é para não me arrepender ou me machucar depois... mas as vezes sou fraco... deixando o depois para depois... acho que não quero mais viver passo após passo... eu quero uma certeza... eu quero a certeza que você* tirou... eu quero a calma que levou... eu quero o pouco que sobrou... eu não quero a dor para combater a dor... eu quero a dor simplesmente por querer a dor... nada mais me convém... aliás, algo me convém e você* não sabe disso... estive mais cedo ao seu lugar... tive mais tempo naquele lugar... e você* mais uma vez não estava lá... todos os passos que eu dei até me encontrar só serviram para me mostrar o quanto estou perdido agora... o quanto estou longe agora... de voltar ao meu início... pudesse eu me resetar... deixar de ser... pudesse eu querer algo diferente do que... do que você possa imaginar... e então vocês (*) ( ) poderiam contar histórias sobre mim... e sobre o que um dia fui... se é que algo eu representei...
Eu quero contar histórias, eu quero tirar fotos, eu quero lembrar de tudo isso quando realmente acontecer... sei que está longe agora... não tão longe que não possa buscá-la... mas tão longe que eu possa desistir algumas vezes no caminho... estive andando por ruas escuras, estive guardando palavras... escrevi uma música... e é para você... estive tão longe a ponto de desejar morrer... mas estou voltando... espere-me amanhã no aeroporto... chegarei as 17, não em ponto, mas saberá quando cheguei... e começarei do princípio o que eu devia ter feito desde o princípio... estive fora... estive a ponto de não querer voltar... hoje minha perna ainda está quebrada, mas o gesso já não me impede de andar... andar e correr riscos que eu NÃO quero mais correr... mas a viagem continua... espero não chegar a tempo de me convencer... espero me convencer antes mesmo de chegar... para que quando chegue não dê nenhum passo em vão... sinto que está mais próximo... e que agora há chances que um dia você* leia o que escrevo... mesmo que seja um arquivo muito distante, mas quando ler... saberá que foi aqui que realmente quis deixar de dormir no chão para chegar mais perto... e hoje talvez... sem medo de não saber o caminho para casa... eu só queria ter certeza do que estou falando...

Escrito por THIAGO AUGUSTO às 15h42
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A MÚSICA ESTÁ TOCANDO, A NOSSA DANÇA É AGORA?

Em que se resume essa história? Lembranças? De onde vem a consideração? Não sei! Sei? Quisesse eu saber sobre os tantos versos escritos, quisesse eu acreditar que foram escritos para mim, faria tanto sentido... mas seria ao mesmo tempo tão mais difícil, acreditaria? Se fosse mais uma de suas mentiras, se fosse mais uma de minhas ilusões, está tão claro agora, mesmo sem o "sol" raiar, está tão quente agora, mesmo sem você* para me aquecer... no meu café tem leite frio... a ferida dói, manchando de vermelho o meu nariz... o vento suave seca as gotas que escorrem em minha testa... e espero mais uma vez, mesmo com tantas coisas para fazer, mesmo sem muito o que dizer... fiz de conta que podia participar da sua conversa, não muito produtiva, ao menos para mim, não muito participativa, sem que eu soubesse dizer uma só palavra... sem saber se deixei transparecer o que meus olhos queriam dizer... mais um sorriso, acho que esbocei um sorriso como resposta, um outro sorriso e os olhos cruzaram-se novamente, parecia compreender... talvez também não soubesse o que dizer... tão simples, tão difícil de acreditar... e agora estou diante de você* novamente... sorrindo em um retrato que eu roubei... um retrato que talvez nunca saiba que eu possuo também... sabe então sobre o que eu quero dizer? Aposto que nem imagina... nem imagina que seja de você* que estou falando... imagina de quem estou falando? Queria que sim, queria que tivesse certeza... mas ao mesmo tempo não tenho certeza se era isso que eu queria... complicado? Um tanto! "Corra! Corra! Eu posso machucá-la!" Eu sem pensar gritaria, mesmo que minha vontade fosse pedir para que que ficasse: "Fique! Fique! Eu quero que fique!" Dançaria comigo? Mesmo que não fosse a nossa música? Acho que nem existe uma música que seja a nossa música... mas quem sabe um dia seja...

(...)

"você quer conversar, eu só quero dançar, você quer beber, eu sò quero aproveitar, você quer parar, eu só quero contiuar... viajando na AM"



Escrito por THIAGO AUGUSTO às 00h59
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SOBRE DIAS QUE NUNCA HAVERÃO

por que eu espero por coisas que voce não pode dizer e tenho medo do que isso possa ser... esqueço a condição e aos poucos me perco aqui... sem ter mais o que dizer, sem ter mais o que fazer... resta-me agora escrever sobre coisas que não mais me atingem (será?) ou sobre coisas que nunca vou ter, ou sobre alguém que nunca vou ser... pensei em você nesses dias... sem saber porquê... mas pensei...

SÁBADO

e as horas passam e quando acordo já são quase 11, passo ver amigos e pegar um tal dispositivos que passa as imagens congeladas para uma especie de armazenador onde você pode mostrar essas imagens para outras pessoas, pode parecer bruxaria ou história de pescador (sem alusões a peixes guardados em bolsos), mas juro que é verdade... depois disso, seguimos o garoto malvado e eu, mas não para o mesmo destino... eu o deixei em certa parte do caminho para cumprir meu propósito... depois de cumprido parti rumo ao distante "point" onde poderia ver meus amigos em ação... e assim foi... e lá vi manifestações que me lembravam dança... ousaria a dizer que em alguns momentos parecia com brigas... depois disso, houve espaço para café e uma conversa onde pude conhecer melhor os problemas de meus amigos... e depois disso partimos em direção aos castelos dos moradores da lua e também ao meu...

DOMINGO

Maria Eduarda vai a luta, veste-se de seus melhores e únicos disponíveis armamentos e vai a luta... para que? não houve luta... houve uma tentativa... houve uma carta sobre o circo... mas nada além disso, Maria então abandonou a luta por alguns instantes... e foi lanchar, ouvindo um tal de Ludovic... na volta ao local de batalha, não restava nada a mais que equipamentos de combate a serem guardados... até quem sabe um outro domingo... Maria Eduarda então se desfez, cada qual seguindo seu caminho... e a partir daí o calor começou a consumir o meu corpo... até que algumas horas de descanso foram precisas.... e agora aqui estou... a base de café gelado... pensando que "hoje é domingo e amanhã vai melhorar"...



Escrito por THIAGO AUGUSTO às 01h17
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OS DIAS QUE ESTIVE FORA

A cada momento eu sinto seu pulso
A cada momento eu me sinto expulso

Eu planejo a sua morte
Eu não quero a sua vinda
Dê-me então a sua sorte
E eu tirarei a sua vida

Sei que meu ódio mata
E dessa noite não passará
E se mais um grito escapa
Em mais um dia estará...

Comente sobre as suas velhas fotos
Divirta-nos com as viagens de moto

Estamos tão perto de um fim racional
Alimente-se do sangue que rege seu (meu) mal

A cada momento eu sinto seu pulso
A cada minuto eu me sinto expulso
Desse seu quarto tão inútil
Desse seu mundo tão fútil

Contemple aquelas estatuas de mármore
Elas representam as vitórias que não teve
Criara raízes em você, feito uma arvore
De idéias tiradas em um programa de TV

(escrito hoje na aula de composição)
(...)

DE QUARTA PARA QUINTA

Horas de sono perdidas em causa extraordinária... uma “encomenda” que deveria na quinta entregar, e eu como “bom patriota” deixei tudo para terminar na quarta, tomou mais tempo do que eu pensava... passamos a madrugada inteira a trabalhar, Alface, o mp3 e eu... completas cinco horas (AM) dei por encerradas algumas das atividades, e as outras completaria na manhã seguinte... quando oito horas já estava de pé... demorei mais algumas horas para terminar, depois disso, aprontei-me e segui rumo ao destinos de onde deveriam ser entregues... mas lá havia uma espécie de show, com uma dupla que me lembrava muito os famosos cantores de quermesse... que tocaram desde macho-man até beatles... passando pela insuportável poeira... depois do incidente era a hora da entrega, essa por sinal foi adiada e dois dos seis trabalhos foram rejeitados... mas as horas em claro... a base de café ( o que me rendeu várias dores no dia seguinte) serviram para pensar no pior... serviram alias de muito... para que eu pudesse chegar a conclusões...
(...)
SEXTA

Começo a temer pelo seu sorriso, começo a temer por minha segurança... talvez seja apenas uma fuga, um lugar onde eu possa me privar de pensar... sim, considero uma vida paralela... mas isso me enlouquece aos poucos... meus pés já não são firmes no chão... chão que alias gira em torno de minha cabeça... só mais uma tontura... há apenas duas opções... parar ou continuar, mas nenhuma delas remete-me ao certo... entenderia a minha atitude? Entendo eu o que está acontecendo... provavelmente não, mas temo pelo pior... temo pelo seu sorriso, seu triste sorriso, mas que sempre me alegra em vê-lo... temo por seus passos, mas não há o que fazer... então eu vou... “correndo até sua corda me enforcar”, ou eu paro... e continuo sempre temendo... e a duvida me persegue até que eu descubra que tudo isso é uma ilusão, e que amanhã quando eu acordar vai estar passando chaves, haverá um pastel de queijo me esperando para o café da manhã... tudo se resolve com uma nova manhã de sol...
(...)
Queria não ter o seu sorriso, queria que seu olhar não se dirigisse a mim, mas prezo por sua amizade, mesmo que sem uma palavra amiga, mesmo sem saber da minha vida, mesmo eu não sabendo da sua, sei que você não lerá isso, mas as pessoas nunca lêem o que foi escrito para elas, ou fingem não ler... a musica toca aqui... deixaria uma mensagem pra você aqui, mas eu ainda não sei o que estava escrito no caminhão, alias que caminhão é esse... não me pergunte...


Escrito por THIAGO AUGUSTO às 00h35
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VERSOS SOLTOS SEM PROPÓSITO NENHUM

Carrega o meu sangue em suas veias
Como uma mãe procurando amor no próprio filho
Carrega a aflição de uma ultima ceia
Encontrando a dor em uma tigela de sucrilhos

Caminhe entre os cacos que deixei para cortá-la
No espaço que há entre minha mão e poder tocá-la

Cortou os meus pulsos, cortou os meus braços
Arrancou meus dedos em cada um de seus passos

E o fogo arde, livrando-nos do inverno
E a dor aquece, trazendo-nos ao inferno

Inferno! Estamos tão longe de nossas casas
Inverno! Estamos tão longe de nós mesmos
Inverno! O tempo esfria com minhas palavras
Inverno! Estamos tão longe do que nem temos

Arranque minhas asas e leve-me de volta
Eu quero estar diante do inferno que veio
Desvio meus olhos dos olhares que me solta
Seu sorriso triste e algo a mais que interveio

Caminhando ao nada dizendo ser a ultima vez
E estamos sempre de volta ao mesmo lugar
Contando vantagens sobre o que nunca me fez
E eu que temo sempre a mesma historia contar

(...)
Ensina-me de novo a caminhar com os passos seus
Carregue-me pelo braço, nunca mais me diga adeus

Por que eu voarei e deixarei pra você a minha sombra
Perseguindo os seus dias, os dias que não vou mais ter
Então nade, nade... a correnteza está totalmente contra
Quando o sal invade a vista impedindo-o de me ver

E o cavaleiro carrega a lança de sua própria desgraça
E crava em seu peito mais uma de suas tolas ameaças

Liberte-me de quando a vingança corrói como a ferrugem
Ensina-me a distinguir a verdade entre o ódio e o amor?
Tão estranho quanto a cor que nas pétalas sempre surge
O vermelho escorre de seus olhos causando maior dor

Diz então porque o frasco com sua morte está vazio
Diz então porque o seu olhar tornou-se tão sombrio
Sendo que só você pode agora me libertar daqui
Mas preferiu deixar-me aqui, sem chances pra fugir

Então durma em paz, não ligarei pra você


Escrito por THIAGO AUGUSTO às 01h04
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REVOLUÇÃO, EVOLUÇÃO... ILUSÃO, IMAGINAÇÃO...

Liberto de suas asas rastejo pelo MEU chão
Longe da desgraça agora beijo a sua mão

-Querido filho, diga o que trouxe para mim?
Não trouxe nada além da dor e compreensão
Passe longe daqui, siga então até mais um fim
Lembre-se que aqui não bate mais um coração

Corrompido, SEU sangue, não corre em MINHAS veias
Esquecido, como antes, sob o olhar da lua cheia
Deixamos transparecer medo e compaixão
Deixando cair alguns centavos de minhas mãos

E então eu disse que nunca quis ser mais do que você
Sem imaginar que tudo um dia iria acabar assim
Destruindo aos poucos os falsos desejos de vencer
Cortando as raízes que cresciam em MIM...

Saiba que eu não sei se agora devo lhe pagar
Pelas horas perdidas em minha companhia
Pelas palavras que eu nunca consegui falar
Por quando as honras eram sempre minhas

Liberte os seus filhos desse meu castigo
Nunca mais solte a minha mão, meu amigo
Esqueci de dizer que não quero mais vencer
Dizer que não sou a vitima, e nem você

Os erros meus vieram dos erros seus
Os erros meus viraram um dos erros seus

Liberte-se, eu sei que nunca vou o ajudar
Minha mão não está aqui para o puxar

E então perdemos dois minutos com olhares direcionados ao nada
E então percebemos dois a descer aquelas longas e molhadas escadas

E os gritos chamavam por quem eu não conhecia
Olhei sempre procurando por quem não existia

Viva à revolução que eu não pude fazer
Viva aos presidentes que não pude eleger


Escrito por THIAGO AUGUSTO às 14h49
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COMO SEMPRE, NÃO ESTÁ AQUI... ESTÁ AÍ?

Tão esperto em me dizer adeus?
Tão incerto quanto pedir a deus*...
Uma a mais nesse meu labirinto
Nada demais... eu estou tão faminto

Queria mais uma vez mergulhar em palavras
Deixar que minhas frases fossem ditas a você
E sobre as historias que nem eu me lembrava
Duas horas a mais até que possa reconhecer

E eu sinto mais uma vez a vontade de lhe abraçar
O show foi cancelado mas vamos nos encontrar

Façamos pose de que está tudo bem
Façamos pose de que está tudo bem

Esqueceremos de citar aquele famoso bordão
Largue esse livro e então aperte a minha mão

Tudo que foi dito, foi dito a você
Queira eu disso nunca esquecer

Contradiga o vento e venha até mim
Dar-lhe-ei a salvação, dar-lhe-ei o fim
O fim
O fim

Então, o que diz sobre o trem estar lotado?
Sem espaço para meus pensamentos fúteis
E se você não estiver assim... tão mais atrasado
Por favor, volte daqui a uns três dias úteis

E eu vi sua foto que estava tão linda!
Então o que reflete o azul em seu olhar?
Sei que ontem a tarde estava tão cinza
Não vejo escadas para o próximo andar...

Corra meu amigo, espero até que volte
Atenda o telefone ou passe mais um trote
Sorria então, só mais essa, uma ultima vez
Levá-lo-ei ao encontro às dez paras as seis!


Escrito por THIAGO AUGUSTO às 00h48
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